E a presidente Dilma definiu que o ministro Nelson Barbosa, que é do Planejamento, vai substituir Joaquim Levy na Fazenda. Levy já era carta batida. Na verdade tinha sinalizado sua saída há algum tempo. Reclamava que era difícil atuar num governo que não tinha consenso. Barbosa, já foi secretario-executivo do Ministério da Fazenda. Na época, por sinal, andou se desentendendo com o antigo ministro Guido Mantega, responsável em parte por todo esse estrago na economia. Chega sintonizado com a ala governista do PMDB, comandada por Renan Calheiros. De repente uma nomeação também visando a força decisória do Senado em relação ao impeachment definida pelo STF. Agradar parte do PMDB. Tudo é um jogo de interesse naquela Brasília de cabeça para baixo. Levy teme que o Brasil ande pra trás, enquanto Barbosa chega com um discurso apostando em investimento do setor privado, mas precisará antes recuperar a credibilidade do governo. Aqui esta virando hábito resolver problemas por vias tortas, como em São Paulo que aprovaram uma lei proibindo garupa em motos. A meta é combater a criminalidade. Não resolvem o problema de segurança pública e criam outro. É assim que a vida segue no universo da política. Com uma certeza, que um governo com uma economia em suspeição e frágil, sem perspectivas de evolução, produz um forte aliado a favor do impeachment.