Na verdade são penduricalhos denominados de verbas indenizatórias, ou seja, não se trata de remuneração permanente, mas que elevam o salário para patamares muito além do teto constitucional. Reportagens, neste último final de semana, na revista Veja e no Estadão, destacavam que acabando com esses privilégios de supersalários haveria uma economia de R$ 10 bilhões, de repente superior a arrecadação da CPMF. E agora? E o pior disso tudo é que esses penduricalhos que engordam a folha não têm desconto do imposto de renda e muito menos da previdência. São valores que alcançam cifras elevadas que poderiam fazer a diferença num momento de crise e de ajustes fiscais. No Brasil do jeitinho e do vale tudo não deveria ser surpresa. E o que pode ser considerado até uma imoralidade acaba se tornando um direito adquirido. E assim a vida segue!