Vai ser em 2008 durante as eleições que veremos até que ponto o trabalho atuante e dedicado da Polícia e Justiça Federal, desvendando desvios e revelando má conduta, surtiu efeito. Não vamos esperar grandes mudanças no comportamento dos atuais dirigentes, que já deveriam estar debruçados em ações que limitassem a corrupção. Até agora demonstram muito mais uma expectativa de que na Justiça tudo se resolva, inclusive, beneficiando-se das leis que permitem atalhos empurrando para o esquecimento. Mas poderão se surpreender. O certo é que a urna poderá representar uma mudança real. Ao perguntar para alguns vereadores sobre o futuro dos envolvidos na Operação Moeda Verde a tendência é sempre desconversar ou argumentar que é difícil cassar um mandato. Passam a bola para o Judiciário, como senão tivessem nenhuma responsabilidade sobre o caso. Essa é a realidade, por isso se ouve muito que não vai dar em nada. Depende do eleitor com certeza bem informado uma alteração do quadro atual. Mantendo o que está aí não poderá reclamar, até porque será conivente. Observando certos aprovados pelas urnas em 2004 realmente as dúvidas começam a surgir. Alguns denunciados no mensalão renunciaram escapando da Comissão de Ética e voltaram através do voto. Outro exemplo é Paulo Maluf, preso, carregado de suspeição retornou à Câmara Federal com foro privilegiado. Preocupa.