Há uma convicção de economistas e empresários, que movem o PIB nacional, de que uma das saídas para contornar a crise e viabilizar o país, estimulando novos investimentos, está nas mãos dos governadores, que ontem se reuniram em Brasília. Partiu do governador Raimundo Colombo a proposta de formar um grupo para daqui 15 dias encaminhar propostas de mudanças estruturais para o país. Não deixa de ser um grande desafio. No momento atual o país se depara com um Congresso voltando não para soluções e encaminhamentos, mas dedicado a sobrevivência de cada uma de suas lideranças. Todos estão olhando fixos para o umbigo, sem tempo para pensar sobre o Brasil. Querem garantir seu quinhão e não medem consequências. O mesmo ocorre no Planalto, onde a presidente Dilma, em várias ações até aqui, concentrou em preservar seu mandato punindo os brasileiros com cortes em áreas essenciais, mas mantendo intocáveis recursos para partidos e benesses para os Poderes. Ambos sem a mínima credibilidade diante da sociedade brasileira. Dos governadores partirem saídas para a crise pode até ser um caminho. Mas a dívida dos estados poderá estabelecer um distanciamento com o Planalto, já que há indícios de irem à Justiça para resolver impasses sobre valores e formas de pagamento. Colombo é um deles. Há uma série de pendências que esse governo construiu, mas a maior delas é com o brasileiro que de espectador passou a ser vitima de uma crise que se avoluma.