O Governador Raimundo Colombo corre o risco de terminar o ano amargando uma greve geral. O Sindicato dos Servidores Estaduais pede a retirada dos projetos que tratam do plano de carreira do magistério e do aumento de alíquota da previdência. Os sindicalistas, que estão no controle desse movimento, vão acompanhar até a semana que vem os trâmites nas comissões. Caso os projetos permaneçam em votação na Assembleia entrarão em greve geral. Ameaçam, inclusive quebrando vidros no Centro Administrativo revelando um certo destempero. Faz parte de uma estratégia de defesa que às vezes vai até contra a própria categoria. Sobre a previdência a leitura é de que os servidores que estão protestando estão na verdade contra a garantia de receber num futuro próximo. Estão protestando contra um benefício para eles. Pelo visto não entenderam nada. E a sociedade distanciada do debate é que vai pagar essa enorme conta. Não é jogar um contra o outro, mas revelar uma realidade que se tornará insustentável em breve. R$ 7 bilhões daqui alguns anos não tem como pagar. Já há um sentimento de repassar para o ano que vem essas pautas, mas que no momento dependem das comissões e agora com a pressão sindical. Seria um bom momento de amadurecimento e não de embate.