Enquanto o custo mensal por monitoramento de detentos com tornozeleiras eletrônicas é em média R$ 300,00 no sistema prisional o valor é bem maior, indo de R$ 1,8 mil a R$ 4 mil. Custa caro um presidiário. Cerca de dez executivos acusados na operação Lava Jato, só para citar como exemplo, usam esse tipo de equipamento, que vem crescendo muito no Brasil, mas ainda não surtiu o efeito de reduzir a superlotação dos presídios. Hoje são mais de 18 mil monitorados por esses dispositivos. Em Santa Catarina no momento não há presos com tornozeleiras eletrônicas. Houve uma fase de testes durante três meses. Foi aberta uma licitação para a compra de um lote inicial de 150 equipamentos. O processo licitatório está em fase final, deve estar concluído em janeiro do ano que vem. E é conveniente acompanhar com a devida atenção. O uso do material atenderá a um termo de cooperação assinado pelas Secretarias de Segurança e Justiça, e Ministério Público. Tudo indica que será utilizado em presos provisórios e cumpridores de Medidas Cautelares. Mas com certeza não aliviará a falta de espaço que depende muito mais da construção e liberação de novas unidades prisionais. Um paliativo, mas que vem, conquistando importância.