Sem entrar em detalhes de direito adquiridos ou não, há sim um abuso institucionalizado rompendo a barreira do bom senso e avançando de forma irresponsável nos cofres públicos na produção indigesta de privilégios salariais. Está correto o governo do estado de ingressar como uma ação contra privilégios que desfilam no setor público. Fabricam e aprovam leis de comadres e compadres ofertando regalias e vantagens como se o dinheiro público fosse uma prostituta a serviço do prazer. Enquanto isso setores prioritários são relegados a discursos de argumentos duvidosos amargando a falta de recursos, entre tantos outros, a saúde. É triste presenciar brasileiros necessitando de uma avalição médica enquanto peritos do INSS, que há quatro meses estão em greve, exigem um salário mais compatível com a função exercida. Brasileiros passando necessidade e vivendo, muitos deles, de doação de amigos para comer, enquanto desfilam benesses para alguns privilegiados do serviço público unindo salários de comissionados com o de concursado e fazendo a festa debochando do trabalhador brasileiro que carrega esse fardo de obrigações sem ter nenhum direito. É claro que pesquisas constataram a preferências por concursos públicos a empreendedorismo, pois são infinitas as vantagens. Não é uma questão de coragem enfrentar e acabar com esse abismo que separa o servidor do trabalhador. Mas coerência e responsabilidade. Salários dignos, sempre. Mas sem penduricalhos onerando os cofres públicos sustentados por uma carga tributária, indigesta e desequilibrada.