Era comum ouvir reclamações, comentários e até denúncias que não evoluíam. Mas as histórias ao serem montadas acabavam criando o seguinte cenário: Você ia iniciar uma obra em Florianópolis. Encaminhava os pedidos de licenças junto aos órgãos competentes. Um deles sentava em cima da solicitação. Daí entrava em cena um vereador por amizade, aproximação, apresentação…Dava-se início ao tráfico de influência permitindo a interferência do Legislativo no Executivo. O primeiro ponto: Por que um vereador no processo de liberação de licenças se é competência, até então, de organismos da administração municipal? O vereador faz leis e fiscaliza a prefeitura, não interfere. Segundo ponto: De repente a licença era concedida com rapidez e presteza. Há quem diga que é assim no mundo todo. Um erro não justifica o outro. Havendo respeito às leis e as normas exigidas não há necessidade de intermediários. Aí que nasce o perigo. Terceiro ponto: Pedir ajuda para agilizar um processo e bem diferente de interferir e burlar a lei. Havendo desrespeito à legislação ninguém, muito menos vereadores, poderá liberar qualquer ordem de serviço. É ilegal, desonesto…É isso que está sendo investigado pela Polícia Federal o tráfico de influência permitindo, inclusive, crimes ambientais e crimes contra a máquina administrativa, ou seja, corrupção ativa e passiva. Estava em jogo, pelo que se percebeu, a política de criar dificuldades para ?vender? facilidades. Mas o que se comenta é que a Polícia Federal vai ter que devolver para a cidade uma reação no mínimo do mesmo tamanho da ação empreendida, para que surta um efeito positivo.