Fica difícil de entender e inclusive aceitar, embora decisão judicial se acate e respeite. Mas convenhamos o Ministério Público cobrou uma ação da prefeitura de Florianópolis em relação aos táxis irregulares. Foi incisivo e a prefeitura exerceu, enfim, seu papel de fiscalização cassando 62 permissionários do serviço punidos pelo comércio ilegal das placas. Esta semana recolheu a licença de dez táxis e continuará fiscalizando com rigidez. Uma fraude, na verdade, que vem sendo denunciada há cinco anos apontando uma omissão dos agentes públicos. Isso caracteriza uma espécie de comércio paralelo no sistema de táxis da Capital. Investigações da CPI dos Táxis, do Ministério Público e da Prefeitura constataram repasses a terceiros de permissões sustentados por contratos de gaveta. Só que todo esse combate acaba esbarrando em liminares da Justiça. Ou seja, a prefeitura é cobrada pelo Ministério Público para resolver esse problema de irregularidades nos táxis. Cumpre com a determinação, mas os irregulares vão a Justiça questionam as cassações, conseguem liminares e voltam a atuar. Daí fica difícil de resolver o que ficou sublinhado como irregularidades no sistema de táxis.