Lembro-me quando repórter da TV Globo do ministro Hélio Beltrão que lançou durante o governo militar o programa de desburocratização. Bem-vindo devido aos malabarismos freqüentes do brasileiro enfrentando os mais variados obstáculos na busca às vezes de um simples documento. O ministro durante uma entrevista chegou a popularizar o tema brincando que ia derrubar em primeiro lugar a gravata, ?acessório inútil.? Falava em tom de chiste. Mas não passou de um balão de ensaio, pois se tratava de um projeto para desviar a atenção do que colocá-lo na prática. Só que o tema voltou à tona. O Senado inicia neste mês um intenso trabalho para remover os empecilhos burocráticos que colocam o nosso país em 121º lugar na lista de países mais facilitadores de negócios no mundo, elaborada pelo Banco Mundial. Para o senador Adelmir Santana, que vai presidir a Comissão que tentará colocar o Brasil num patamar mais aceitável considera fundamental reduzir a interferência da máquina administrativa brasileira. Os excessos e exigências alimentam a burocracia emperrando o desenvolvimento e inclusive o combate à sonegação e demais ilegalidades. No lançamento da comissão está prevista uma grande festa. Aguardam representantes das Confederações Nacionais da Indústria e do Comércio, afetados com as dificuldades impostas pela burocracia na realização de negócios. A meta é criar um modelo mais transparente mexendo também no sistema normativo que dificulta a relação do empregado com o empregador. A proposta é eliminar o que engessa e freia o crescimento e não as regulamentações eficientes. Será que desta vez haverá progresso?