O Plano de Carreira do Magistério foi aprovado, mas a tarde de ontem na Assembleia muitos parlamentares gostariam de esquecer. Foi necessário chamar a Polícia de Choque. Teve manifestante querendo se jogar das galerias numa atitude de efeito pirotécnico, irresponsável. Clima ruim e tenso, que serve, isso sim, para uma reflexão. O tema era, e, é delicado. Trata-se de educação. Quando chegou no Parlamento provocou fissuras na base governista. Inclusive, o presidente da Assembleia, Gelson Merísio, não estava confortável e mostrava-se contrário ao Plano. Nesse período algumas tentativas para amenizar o conflito foram apresentadas. Entre elas, uma Medida Provisória incorporando a regência de classe. Foi derrubada numa reunião de líderes com o governador, que insistiu na aprovação do Plano, que acabou acontecendo com 26 votos favoráveis e 12 contra. Entre as emendas uma delas chamou a atenção assinada pelo deputado Valdir Cobalchini criando uma Comissão formada por representantes do Sinte, Secretaria da Educação e Assembleia para juntos estabelecer os reajustes dos professores acompanhando a receita do Estado. Evitando prejuízo na folha. Nos últimos quinze dias foram várias as reuniões entre parlamentares, representantes do governo e do sindicato dos professores., Claro que é difícil o consenso, mas avanços podem ocorrer desde que não se misturem com disputas internas como vem acontecendo no Sinte. A manifestação que se transformou em baderna na Assembleia estava longe de defender a categoria. Havia, isso sim, uma espécie de medição de força entre grupos que pretendem comandar o Sindicato. Isso revela que a educação, tanto de um lado como do outro, não esta sendo respeitada como deveria.