A redução de doações de empresas e repasses de recursos públicos está atingindo as organizações sociais e entidades filantrópicas. A crise abalroou este segmento. Tem que haver mais critério na distribuição de recursos públicos para entidades beneficentes. Na verdade a legislação tem que ser revista e reformada. Hoje os bons estão pagando pelos maus. Há entidades que atendem e se dedicam as necessitados de pessoas, mas muitas são formadas para sustentar interesses políticos e partidários. Além disso, há uma distribuição desenfreada de recursos atendendo associações e grupos que não têm porque receberem do erário. Houve também uma profusão de ONGs chegando a ser instalada uma CPI no Senado por fortes suspeições de desvios de verba pública chegando ao PT e ao Planalto. Na época a senadora Ideli Salvatti empenhou-se na defesa do governo. Hoje por sinal distante de toda essa confusão de ilegalidades. A CPI não deu em nada, mas ainda pairam desconfianças e quase certezas. Ou seja, entidades sérias, dedicadas e honestas, estão sendo prejudicadas não só pela crise, mas pela gestão indiscriminada e politiqueira no uso do dinheiro público.