A prefeitura da Capital reconheceu, em nota oficial, o atraso nos pagamentos referentes a Fenaostra, ocorrida em setembro do ano passado. E disse que irá quitar os débitos em breve. Uma resposta a reportagem do ND. Na mesma nota enalteceu a redução de custos em eventos do final do ano. Além da parceria público/privada para garantir o Carnaval, que está sendo suspenso no município vizinho de São José em nome da crise. Por sinal a prefeita Adelina Dalpont está às voltas com o pagamento da folha que deverá chegar a conta dos servidores até o final desta semana. Malabarismos diante de reduções importantes na arrecadação. Não se pode menosprezar a importância dos eventos que movimentam uma cidade como Florianópolis nutrindo os cofres públicos, além de gerar emprego numa época de recessão. O turismo em todas as suas manifestações é fundamental para a economia não só da Capital como de todo o Estado, responsável por mais de 12% do PIB. Mas não é esta a questão em pauta e sim os atrasos nos repasses acordados. O contratado cumpriu com sua parte, o contratante, não. De repente todo um trabalho efetuado com repercussão positiva se perde no amadorismo de compromissos assumidos, mas que não foram honrados. Não se trata de crise, mas de planejamento orçamentário. No momento em que se assume uma contratação ou um acordo, se faz um provisionamento e se cumpre. Ou não se assume. Como no caso de São José. Não tem dinheiro para o Carnaval, sendo assim foi suspenso. O ideal não seria reconhecer a dívida, mas quitá-la, para que não se torne, de repente, até uma dívida moral.