Florianópolis acordou com uma operação da Polícia Federal denominada de moeda verde prendendo personalidades da construção civil, políticos, servidores de organismos da administração municipal e estadual, todos suspeitos de cometerem crime ambiental. A cidade se viu entre a perplexidade e a satisfação. Não por ver pessoas conhecidas e respeitadas sendo detidas temporariamente para investigação, mas pelo sentimento de justiça. De repente 170 policiais de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná apagaram por alguns momentos a impunidade conhecida e muitas vezes praticada. Permitiram uma rusga de esperança diante de um país que tem muito que mudar. E a cidade, sem dúvida, deve ser preservada de relações escusas. Se houve que se punam os culpados. O que não se pode é um julgamento precipitado, um linchamento moral. São pessoas que atuam na cidade ou dando emprego, ou investindo, ou sempre acreditando, mas se hoje estão no banco dos réus terão que se explicar em respeito a esta mesma cidade e seus cidadãos.