Pois é, a Casan fez um trabalho intenso visando não faltar água como aconteceu vergonhosamente na temporada passada, mas acabou tropeçando vergonhosamente na poluição das praias, principalmente, de Canasvieiras onde o grande sacrificado foi e é o rio do Brás, que há anos recebe uma agressão inaceitável e irresponsável que acaba por atingir diretamente o mar. Depois de ser considerada 100% imprópria para o banho a Casan apresentou um plano emergencial que vai tentar amenizar o problema. Como expressou o presidente da Companhia, Valter Galina, não interessa quem é o culpado temos que encontrar uma solução. Duas delas estão encaminhadas a limpeza dos canais de drenagem do Sapiens Park e a construção do emissário para retirar o esgoto do rio do Brás. Para Galina, na semana que vem haverá uma melhora importante. Mas cá entre nós, não deveriam ter pensado nisso antes? Estava prevista a chegada considerável de turistas. Eles bebem água e se desfazem da água, e não só dela. Faltou planejamento, visão estratégica? Além disso, o acordo com a Vigilância Sanitária no programa “Se liga na Rede” fundamental e aplaudido na época, não surtiu o efeito prático necessário. Esperaram arrombar a porta para colocar a tranca. As ligações clandestinas se avolumam e uma notificação não vai impedir a poluição vergonhosa. Agora a ordem é lacrar estabelecimentos comerciais que não estão conectados a rede de esgoto. Tem gente ligada à rede pluvial, um crime. Uma praia como Canasvieiras com 100% da rede de esgoto instalada não poderia apresentar problemas de balneabilidade. Então a culpa também alcança moradores e comerciantes que optaram pela agressão a natureza se fazendo de vítimas.