Por que aqui tudo é mais difícil? Por que aqui a primeira reação é não pode? Além da judicialização onipresente e que avançou atingindo também o campo do turismo, há uma certa morosidade ou quem sabe acomodação do setor público apostando nas belezas naturais e contentando-se com o improviso sem concentrar em equipamentos de qualidade e de interesse do turista. A maior reclamação dos turistas que passaram por aqui foi o alto custo cobrado por bares e restaurante, que ainda adotam a máxima da explorar os visitantes. Sabem cobrar e pelo menos a maioria não sabe ofertar qualidade, só preço. A primeira reação foi que de que a cidade não sustenta um movimento como o que ocorreu nessa temporada. Então vamos fechar a ponte? Claro que não sustenta, pois ainda deve no básico, não só para os turistas, mas principalmente para os moradores, ações voltadas à mobilidade. Perdemos também nesse item. Mas em relação ao tratamento ao turista, além da natureza cito um exemplo que atende as necessidades sem produzir um custo exorbitante. Na praia de Laranjal em Pelotas, no Rio Grande do Sul do Sul, que fica a beira da Lagoa dos Patos, o poder público construiu sanitários e percebendo um dos prazeres dos banhistas instalou o “chimarródromo”, onde tem água quente disponível para o chimarrão. É uma tradição, mas argentinos e uruguaios que visitam o balneário se sentem atendidos. Aqui tinham que pagar por uma térmica de água quente na praia. Tudo bem, eles gostam, e não custa atender quem nos visita e deixa divisas. Ações no caminho da simplicidade com eficiência fazendo a diferença.