Claro que a poluição na praia de Canasvieiras conduzida pelo rio do Brás produziu uma reação de indignação, até porque não se trata de um problema pontual, mas histórico e vivendo de paliativos, o que é pior. Medidas emergenciais foram insuficientes para garantir uma espécie de segurança. A partir daí houve uma indisposição natural desqualificando a temporada. E para completar o quadro negativo, existe uma carga de suspeições quando se trata de agente público. E é dele que tem que partir ações que resolvam esse problema. A maior riqueza de Florianópolis é sem dúvida as praias, que foram desrespeitadas com o passar dos anos e continuam sendo. Esse episódio serve de um importante alerta para definitivamente atacar e resolver o saneamento básico. Não com discursos e propagandas eleitoreiras, mas com medidas práticas definitivas. Embora sejam identificados alguns problemas, não se pode desconsiderar a temporada de Verão, não só em Florianópolis, mas em Santa Catarina. Cobranças sempre irão existir, principalmente quando expostas, mas também há o lado positivo e atrativo. Somos um grande potencial ainda dependendo quase que exclusivamente da riqueza natural, mas importante no contexto de negócios. Precisamos avançar e conquistar primeiro uma cultura turística e não exclusivamente de vantagens, que acaba abrindo espaço para o improviso. A chegada dos visitantes rompendo recordes revela que ofertamos, dentro de nossas características, uma qualidade diferencial unida a segurança e a atendimentos em vários setores. De repente vamos começar a acreditar que aqui é horrível, e não é. Existem problemas que serão sempre apontados cobrando soluções, mas existe também, com certeza, em muito maior número belezas e atrações a oferecer. Tanto que todo mundo esta vindo para cá, de repente incomodando outros interesses.