Entre desenvolver ações voltadas a segmentos empresariais e representativos da sociedade produtiva e infestar as entidades de classe com siglas partidárias há uma enorme diferença. Num primeiro e, de repente, único momento, observamos uma espécie de trampolim visando o poder e tendo nas agremiações uma solidariedade controlada e manipulada. Perde-se a essência na defesa de interesses específicos da categoria concentrando numa espécie de disputa pelo poder político. Não deixa de ser um desvio de finalidade. Uma perda, inclusive, de credibilidade, se misturando entre o útil e o inútil. Hoje importantes entidades empresariais e comerciais estão sendo comandadas por políticos de carreira ou que pensam e atuam visando iniciar uma carreira tanto no Legislativo como no Executivo. Uma mescla predatória, que conduz a um sentimento de imoralidade. As entidades estão acima de partidos políticos voltados a embates eleitorais, e que deveriam lutar com afinco contra o controle do estado cada vez mais prejudicial, e não se somar a ele. A OAB/SC para citar um exemplo, já que terá a posse da nova diretoria nesta quinta-feira, levantou na campanha o distanciamento da política/partidária, a fim de não contaminar a entidade desviando de suas reais funções. Como acontecia com a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil que tinha no comando o vice-governador do Rio Grande do Sul. Assume amanhã o empresário acreano George Pinheiro, com uma das metas de combater a alta dos impostos. Tem mais legitimidade não possuindo envolvimento partidário. Impõe uma independência distanciando-se de qualquer tipo de atrelamento.