O episódio do rio do Brás criou um clima de animosidade entre a Casan e a Prefeitura de Florianópolis. Também pudera. E esse mal-estar repercutiu na Agronômica. Há um sentimento de que poderá se transformar, caso já não tenha se transformado, num embate eleitoral antecipado, até porque na prefeitura está o PSD e na Casan o PMDB. Adversários em outubro. Na verdade nessas horas não deveria haver uma divisão e sim uma união visando resolver o problema em benefício do Estado e da cidade que vem recebendo milhares de turistas. Esse é um momento de apresentar soluções para que os problemas não se repitam. E não explicações tentando justificar o injustificável. A Casan entregou ontem à prefeitura de Florianópolis uma relação de 33 ações operacionais para enfrentar as questões de balneabilidade, sublinhando que os problemas de saneamento no Norte da Ilha são referentes a 57% de ligações irregulares. Aí já há controvérsias, pois existem indícios de que a estação elevatória não cumpriu com seu papel. Outra discordância é quanto ao extravasor dos Ingleses que foi lacrado. A prefeitura considera “ilegal” da forma como estava funcionando jogando esgoto que desemboca no mar. Pois é, a empresa destacou que estão sendo aplicados R$ 331,8 milhões em obras na Capital, o maior investimento do país em rede e tratamento de esgoto municipal. A meta e até 2018 a cidade ultrapassar 70% de cobertura em saneamento básico. Maravilha, sairemos desta condição de vergonha. O que tem que ser feito agora, com o reconhecimento de erros cometidos e não baseado em planos futuros, é solucionar os problemas pontuais para que a temporada do ano que vem não seja atropelada por inconsequências. Que o histórico saneamento por fazer passe a ser prioritário visando também à saúde das nossas praias.