O governo está empenhado em divulgar em detalhes e se colocar à disposição para difundir, principalmente, os projetos da previdência e da carreira do magistério. Sabe de possíveis interferências e reconhece a necessidade de superar esses obstáculos. Em relação à Previdência sem idade mínima e sem uma contribuição adequada o sistema não tem mais como se sustentar. Tanto que junto com a previdência complementar estão desembarcando na Assembleia projetos de aumento da contribuição alcançando 15%, sendo 1% ao ano. E a idade mínima também entrará em discussão. Como há uma tendência de agravamento num futuro próximo o governo está apresentando medidas preventivas se antecipando a um descontrole já identificado e que precisa de uma solução. Só para se ter uma ideia em 2020 o governo vai ter um déficit de R$ 7,1 bilhões. É óbvio que se torna impossível pagar. As ações que estão sendo impressas não deixam de ser uma garantia para o próprio servidor. O momento é outro, bem diferente daquele em que governos paternalistas usufruíam dos cofres públicos despejando privilégios. Ainda existem as benesses na contramão do bom senso, mas a população, hoje, certamente não vai mais aceitar pagar R$ 3 bilhões por ano para 60 mil pessoas que fazem parte da previdência do Estado, onde há excessos nababescos. É muito dinheiro distanciado da saúde, educação, infraestrutura e assim por diante. Chegou a hora, já atrasado, de mudar e avançar com coragem. E é o que o governo está se propondo.