As negociações estão em curso, mas há clima para uma greve dos servidores da prefeitura de Florianópolis. Embora a data base seja maio as conversas foram antecipadas por ser um ano eleitoral. O maior problema é de que a queda brusca na arrecadação fez com que o limite legal da folha fosse ultrapassado, alcançando 55,12%. Para retornar aos 54% várias medidas deverão ser aplicadas a fim de atender a Lei de Responsabilidade Fiscal, que poderá inclusive causar dor de cabeça. Caso não sejam implementadas, ao prefeito Cesar Júnior, que tenta a reeleição. Essas medidas começam por cortes de horas extras, redução no mínimo de 20% dos comissionados e controle absoluto dos salários objetivando alcançar os 51,02% do limite prudencial. Ações administrativas que estão completamente na contramão das reivindicações salariais e de benefícios exigidas pelos servidores na mesa de negociação. Antes de finalizar um detalhe importante: 1% de redução na folha de pagamento dos servidores de Florianópolis significa R$ 12 milhões. E isso se dá em dois momentos, incremento da receita, que está em baixa, ou cortes. Há inclusive pela Lei de Responsabilidade Fiscal a possibilidade, como última alternativa, de reduzir pessoal efetivo. Há uma forte tendência por parte da prefeituras que não conceda nem a reposição da inflação na folha dos servidores, diante dos reflexos negativos da crise econômica. Sem oferecer nada a dependência fica no bom senso dos servidores municipais. Realmente complicado…