E o PMDB? Não defende nenhuma ideologia, nenhum programa de desenvolvimento ou discurso de Brasil, mas luta ferrenhamente e subterraneamente para alcançar o poder. Está dividido hoje em radicais, que querem o impeachment, e moderados que querem a permanência da presidente. Enquanto isso a presidente Dilma insiste em dizer que confia no vice Michel Temer. Já o ex-governador Ciro Gomes joga pesado afirmando que Temer é o capitão do golpe, contra Dilma. Até porque ela fora do Planalto abre caminho para Temer assumir. Pelo visto, a única forma até hoje que o PMDB, que segundo o DEM será o condutor do processo do impeachment, encontrou para chegar ao poder. Há sim um racha tanto no PMDB como no PSDB e os dois por sinal estão conversando muito. No ninho tucano tem Aécio querendo que o TSE casse Dilma e Temer, porque só assim haverá nova eleição. José Serra aposta no impeachment, pois Temer assumiria enxotando o PT. O governador paulista Geraldo Alkmin evita enaltecer o impeachment porque quer Dilma até o final do mandato para disputar a eleição presidencial. Quanto ao PMDB tem Temer desconversando e vários peemedebistas pensando em seu quinhão. Trata-se de um imenso jogo de interesses. E o Brasil? Isso não está nas contas dessa gente.