O projeto do PT, depois de cinco consecutivas tentativas, alcancou o poder jamais para entregá lo com facilidade num processo natural de sucessão, mas para permanecer de preferencia no comando do país por várias décadas. Tanto que uma das estratégias foi nutrir os cofres do partido e de liderancas com recursos desviados dos cidadãos brasileiros para garantir e sustentar campanhas e apoios, como os fatos de operacões policiais estão revelando. Com José Dirceu e Antônio Palloci, os preferidos, fora da disputa por imbróglios judiciais, sobrou Dilma Rousseff, facilmente manipulável. Só que ela impôs a permanência no Alvorada transferindo para mais quatro anos o retorno de Lula, já mapeado e confirmado. A lavajato atropelou e colocou os personagens do poder na reta do banco dos réus, entre eles, o ex presidente que vinha sendo desconstruído e mais cedo do que mais tarde enfrentaria a prisão temporária. Reagiu garantindo um foro privilegiado, mas muito mais do que isso retornando, no caso à Casa Civil, para tentar restabelecer o controle que se perdeu num emaranhado de crimes desenhados para garantir o controle do pais. As ruas no último domingo deram um recado muito claro de saturação do atual governo. Não se tratou de uma manifestacão de siglas partidárias, mas de um sentimento de brasileiros de verdade que inundaram as avenidas indignados com o desrespeito e a falta de correção dos atuais mandatários do país. Esse quadro negativo estava afundando todo um projeto de poder, além da perda de popularidade flagrante da presidente. Lula reassume na verdade o controle do seu projeto e irá interferir em todas as áreas, principalmente, na economia,maquiando acões para buscar aplauso fácil. Esta na base do tudo ou nada enquanto o pais amarga um retrocesso produzido e prostituído pelos integrantes desse governo. Certamente irá imprimir um discurso de perseguido para os cegos seguidores, pisoteando ainda mais uma esperanca que foi traída, mas que felizmente comeca a brilhar na perseveranca de um povo que cansou de ser engado e na coerência, que se espera, da Justica.