O governador Raimundo Colombo reuniu a imprensa ontem para anunciar ao lado dos secretários da Administração, João Mattos, e da Fazenda, Antonio Gavazzoni, e na presença do vice–governador Pinho Moreira e do secretario de Comunicação, Valter Bier, o pagamento antecipado do 13º e do salário de dezembro aos servidores. Ou seja, um anúncio que confirma, em parte, a gravidade da crise econômica, pois o pagamento da folha não se trata de mérito ou notícia, mas de uma obrigação da administração pública. Só que em muitos estados e municípios a folha não foi honrada por falta de recursos. Santa Catarina está entre os poucos que transitam na exceção. O cobertor está curto tanto que na saúde e no sistema prisional os fornecedores estão sem receber, mas o governador garantiu que até o final de dezembro esses R$ 200 milhões em atrasos serão saldados. Além disso, reafirmou que não haverá aumento de impostos contrariando o desejo de 80% do governo. Segundo Gavazzoni essa medida, embora amarga, trará com certeza dividendos em breve. Santa Catarina vem se tornando diante do quadro nacional atual um estado atrativo e seguro para investimentos. Com um orçamento com quase R$ 1 bilhão negativo o governo terá nos projetos que enviou a Assembleia um fôlego financeiro, mas não uma solução definitiva. Reconhece o desgaste, mas aposta na responsabilidade.