No jogo do poder não há espaço para atender a população, que de repente só é beneficiada em rompantes de retaliação. São infinitos os exemplos. Um deles, o mais atual, entrou em cena esta semana. Depois de derrotado pelo Planalto na escolha do líder da bancada do PDMB, o incendiário Eduardo Cunha, colocou em pauta a “PEC da Saúde.” Simplesmente ela obriga o governo federal a destinar mais recursos à saúde. Ótimo, perfeito e necessário. Inclusive um substitutivo assinado pela deputada Carmem Zanotto ampliou o percentual de repasse para 19,4% , coisa de R$ 15 bilhões em 2017 e R$ 207 bilhões em 2022. Mas essa ação do presidente da Câmara está distante de ser um reconhecimento das mazelas na saúde pública que atingem uma população sofrida e desassistida. Eduardo Cunha quer emparedar o governo, retaliar, constranger. E atingir o ministro da Saúde, Marcelo Castro, que se licenciou para votar no líder do PMDB que não tinha o apoio dele, Cunha. É uma podridão institucionalizada. Lamentavelmente é assim que parte dessa gente rasteja no Congresso, voltada apenas para seus interesses imediatos nos transformando em massa de manobra. Há uma obrigação de investir mais na saúde. É só verificar a calamidade existente em todos os pontos do país. O ideal seria uma união de esforços buscando uma melhor alternativa. Trata-se de um tema sensível que não se permite a embates políticos rasteiros e inconsequentes. Mas infelizmente esses são os condutores da política do país exigindo cada vez mais de cada um de nós responsabilidade na hora de votar.