Nos últimos três anos o Tribunal de Justiça aposentou proporcionalmente três magistrados, dois por conduta incompatível a magistratura e um deles por corrupção e que deverá, em breve, responder ações penais. Durante o processo desse juiz, incompatível com o exercício da função de preservar o respeito às leis, ficou comprovado que ele, inclusive, guardava dinheiro de propina no frigobar de sua sala. E que suas ligações tanto no âmbito empresarial como político revelavam seu caráter de trânsito profissional. Há outro possível afastamento em julgamento. Ou seja, demonstra que não há corporativismo no Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Pode não ser o ideal em relação aos “olhos” aqui de fora, mas certamente há uma postura que diferencia de muitos outros tribunais do país. Mostra determinação e uma forte preocupação em manter um comportamento compatível com as exigências do cargo. E em relação a aposentadoria proporcional teve juiz deixando a toga com R$ 2 mil por mês.