Estamos caminhando a passos largos para uma crise sem precedentes no país onde a nossa iminente “primavera árabe” se dará no momento em que os serviços essenciais começarem a ser afetados diretamente por falta de recursos disponíveis em caixa. Já distante do ideal poderão em breve espaço estagnarem. E essa e a preocupação de autoridades como o secretario da Fazenda, Antônio Gavazzoni, que expressou sua preocupação diante dos fatos e acontecimentos gerados por Brasilia. Ou seja, dai não tem nada a oferecer na saúde, educação, segurança. Estados e municípios amargam uma espécie de insolvência. Enquanto isso algumas prefeituras enfrentam greves com reivindicações salariais, embora justas, distantes de qualquer possibilidade de serem aceitas, até porque o grande desafio é honrar no final do mês a folha de pagamento. Erros sucessivos se acumularam a tal ponto que o Estado tornou-se uma perdulária e paquidérmica máquina de inoperância embalada por um paternalismo eleitoreiro de custo insustentável, com a população pagando a duras penas uma pesada carga de obrigações. Somos vítimas de governantes ou melhor dizendo cúmplices de governantes que se desviaram das obrigações básicas e partiram para as nababescas oferendas do poder. E para tudo há um limite que começa a se esgotar excluindo os que se permitem a serem enganados por discurso de nada sei, nada fiz, enquanto a realidade do cotidiano mostra bem o contrário.