O jornalismo se movimenta por fatos e muitos deles impulsionados por fontes. Comentários sobre a possível venda da RBS se deu desde a desastrosa operação na área da telefonia. Um grupo poderoso e competente não sucumbiria facilmente, e se reinventou com força e determinação. Os tempos mudaram e os gestores familiares também. Na transição voltaram as especulações sobre a possível venda das operações finalizando aí um sonho projetado e construído por Mauricio Sirostky Sobrinho. Antecipando=se para 2016, a venda da RBS de SC se tornava a cada dia uma realidade incontestável. Ouvia em vários locais e momentos comentários sobre as transações e respeitando a informação na sua veracidade evitei antecipar qualquer noticia que estivesse flertando com a especulação. E muito que ouvi era realmente especulação. Quando recebi a confirmação reconhecendo a idoneidade das minhas fontes, não vacilei e publiquei, pois noticia não se deixa para amanhã, fica velha ou alguém chega na frente. Apesar da pressão que recebi mantive a minha conduta. Apesar dos desmentidos. Apesar da tentativa de desqualificação profissional, mesmo porque não disputava nada, além de colocar uma informação privilegiada e verdadeira à disposição das pessoas. Nada além disso, até porque vivo de um jornalismo que lutarei até onde tiver forças para que não se perca na manipulação de interesses comerciais, pois há espaço para ambos dentro de seus limites e responsabilidades.