Já há algum tempo que a coluna vinha informando sobre descalabros administrativos na Unimed da Grande Florianópolis. Muitas dessas informações foram contestadas dando a entender que não eram verdadeiras. Nada melhor do que o tempo. Na assembleia da última quinta-feira foram confirmadas, por auditorias internas e externas, várias ações que comprometeram o caixa da cooperativa provocando a indignação dos médicos cooperados. A revolta chegou ao ponto de produzir o encaminhamento de um oficio solicitando a convocação de uma assembleia deliberativa, pelo Conselho de Administração, para tratar da destituição da atual diretoria. O Conselho tem sete dias para se pronunciar e marcar a data da nova assembleia. Caso o pedido seja rejeitado a assinatura do requerimento por 20% dos cooperados, o que já foi aconteceu, permitirá a realização da assembleia. Pois é, há um clima até de revolta nutrido por alguns relatos como os gastos produzidos pelo cartão coorporativo alcançando R$ 3,5 milhões em dois anos para atender sete diretores da cooperativa. Como também R$ 400 mil para auxilio gasolina e alimentação. O argumento de que era como complemento salarial aumentou ainda mais a indignação. Tudo cortado pelo gestor encaminhado pela Unimed Brasil para ajustar o caixa da cooperativa que, segundo dados das auditorias, passou a ser afetado diretamente com a construção do Hospital em São José onde cada leito custou cerca de R$ 1 milhão. Custo desproporcional à realidade. Os 30% exigidos dos médicos no desconto de produção para suprir prejuízos acabaram alimentando ainda mais a revolta diante de todas as informações confirmadas e comprovadas em auditorias. 30% imposto sob o argumento da diretoria de que a sinistralidade, que significa excesso de exames, internações e cirurgias, era muito elevada, o que não foi confirmado, pois é uma das mais baixas do país, Daí a água entornou. Mas apesar de todas essas constatações a Unimed da Grande Florianópolis é muito maior e mais forte do que tropeços de gestão. O que significa que poderá sim se reerguer rapidamente. Já existe um plano de ação em andamento para reverter o quadro atual. Até 2018 a meta é sanar os erros de gestão, de repente até com uma chamada de capital, mas acima de tudo respeitando um patrimônio conquistado pela categoria e principalmente como foi frisado na assembleia “largando questões politicas e tomando decisões técnicas.”