O que mais revolta depois da perda de um amigo, que dedicava se a plenitude do bem estar no refrão cotidiano de “mens sana en corpore sano” descrito pelo poeta romano Juvenal de como viver a vida, é que pouco ou quase nada será feito. Tomara que aconteça, mas é a tendência. O perseverante Roger Bittencourt não foi o primeiro e não será,infelizmente, o ultimo. Outros já perderam a vida em circunstâncias semelhantes, naquela região, produzindo indignação e dor. E que permanece até hoje entre seus familiares. O assustador é que estão se tornando recorrentes esses acidentes da inconseqüência humana. Uma vida é finalizada no asfalto enquanto que o autor cambaleante e de forte odor alcoólico tenta fugir. Percebeu o que sua irresponsabilidade e ignorância produziram ao arrancar de uma família, linda, a presença de quem só saiu para treinar e já estava voltando para preparara sua picanha na churrasqueira. Enquanto que do outro lado, o roteiro era a bebida, a farra e inclusive a droga, encontrada no carro. Munições letais contra inocentes. E que se espalham como rastilho de pólvora. Enquanto não houver respeito com a própria vida jamais haverá respeito com a vida dos outros. E quem se droga, ou evolui na bebedeira dirigindo um carro na alucinação do momento não tem amor a própria vida e certamente não respeitará seu semelhante. E essa gente só funciona com a repressão, com a punição, com a presença constante e atuante do policiamento falho e omisso em muitas circunstancias. Não funciona com campanhas de conscientização, mas com penas rigorosas. Nem com ambientes adequados para treinamentos seguros, embora importantes e obrigatórios. Mas com a imposição da cultura do respeito, lamentavelmente, no mundo atual, com a rigidez da legislação rompendo com a impunidade. Mais uma perda irreparável, mas uma vida destruída pelo desrespeito pelo que temos de mais valioso, a própria vida. .