Dados oficiais confirmam que os brasileiros quando visitam Buenos Aires gastam, em média, U$ 140 por dia. Enquanto isso, os argentinos que veraneiam em Florianópolis deixam no máximo, U$ 55. O que oferecemos de atrativo, além das belas praias? Ir à praia, na verdade, é um programa barato. Não entrando nas vergonhosas questões de poluição as atrações ofertadas são reduzidas. Há uma programação turística de eventos, shows, de repente mais localizada para um público jovem e não mais abrangente. Melhoramos em gastronomia, contamos com chefs e restaurantes interessantes. Não deixa de ter sido uma evolução importante, embora em muitos casos o serviço e os preços não sintonizam com a qualidade ofertada. O produto final não pode se restringir a natureza exclusivamente. Ela já cumpre com seu papel. Na verdade ela é a razão da vinda de turistas. Quando chove, há anos, os shoppings são a opção. Nada foi feito de lá para cá. Só para se ter uma ideia a Austrália fatura com turismo U$ 28 bilhões, enquanto que o Brasil não ultrapassa os U$ 7 bilhões. De repente falta até vocação. Mas voltando para Florianópolis outro grande problema por aqui é a judicialização. Tudo é mais difícil transformou-se na terra do “não dá”. Não tem diálogo, o que impede muitas vezes a busca da evolução, do avanço com equipamentos que qualifiquem nosso turismo e permita um rendimento muito maior. Com as dificuldades impostas devido a essa judicialização a desistência e o improviso passam a ser o caminho natural. Daí o turista que vem para cá gasta o que temos para ofertar. Menos mal que os argentinos que decidiram nos brindar com sua presença ficam mais tempo, embora deixem menos do que nós brasileiros, quando os visitamos com menos tempo.