Ficou como uma marca negativa neste ano que está indo embora uma ocorrência de péssimo exemplo no trânsito do Rio de Janeiro, com reflexos em todo o país. Um magistrado abordado numa blitz sem documento de habilitação e do carro e sem placas no veículo acabou sendo considerado, por seus pares, irrelevante. Pelo menos foi a interpretação do colegiado do Tribunal de Justiça do Rio. Para os “colegas” do magistrado isso não significa desrespeito à lei. Imagina. Para eles desrespeito à lei foi uma agente de trânsito ao receber um “carteiraço” do juiz reagir dizendo que ele não era Deus. Acabou presa, pelo próprio juiz, e condenada pelos magistrados por abuso de poder. De um magistrado se espera o equilíbrio, o domínio da situação, e, claro, o respeito às leis. Ao se sentir desrespeitado com absoluta certeza um juiz teria mais condições de driblar com o conhecimento e sensatez, que acreditamos possuir. aquele momento colocando a agente de trânsito em sua condição. Apesar de estar irregular. A agente sublinhava a lei acima de posições hierárquicas ou de cargos. Ela cumpria sua função. O magistrado impunha sua condição. O que certamente passou a ser condenável pela maioria dos colegas que possuem no mínimo bom senso.